Roberta Martins
Paisagista
As orquídeas em geral são plantas muito rústicas, que nos presenteiam com suas belas e exuberantes flores (geralmente uma vez ao ano), quando estão bem alimentadas e no local ideal. Na natureza, existem cerca de 40 mil espécies registradas e catalogadas, enquanto que as híbridas desenvolvidas por orquidófilos podem chegar a centenas de milhares de espécies.
O primeiro passo para o sucesso no cultivo destas espécies é conhecer o seu habitat de origem, para procurar reproduzir este meio e evitar qualquer tipo de excesso.
Orquídeas podem ser cultivadas em vasos, em placas de fibra de côco ou de madeira, em árvores, em pedras ou até na terra, dependendo da espécie. Quando plantada em vasos deve-se escolher os menores para evitar a retenção de umidade, de barro ou de plástico, com 1/3 do total de material drenante (pedras ou cacos cerâmicos) e o restante preenchido com pedaços de fibra de côco prensada (coxim) ou esfagno. O pó de xaxim pode ser salpicado sobre o substrato quinzenalmente (uma colher de sopa). Este substrato terá em média dois anos de vida útil, devendo ser substituído após este período. Para intensificar a drenagem, os vasos podem ser pendurados através de arames, ou pode-se ainda utilizar vasos furados nas laterais. Plantas penduradas estarão mais protegidas de pragas e doenças.
Por sua característica epífita, as orquídeas preferem mais a falta ao excesso de água junto às suas raízes. Por esta razão, os vasos jamais devem ficar sobre pratinhos e as regas devem ser feitas sempre que o substrato estiver seco. Em regiões secas, as folhas devem ser borrifadas com água periodicamente.
Na escolha do local ideal destas espécies, procure evitar ventos fortes e canalizados. Já a condição de iluminação mais recomendada é em torno de 50% de sombra e nunca com incidência de sol direto, o que causa queimadura nas folhas da maioria das plantas. Sob árvores, telhados ou pergolados, ou ainda em varandas e áreas de serviço de apartamentos que recebam o sol da manhã pode-se encontrar um cantinho especial para elas.
Para uma avaliação da luminosidade observe as folhas: amareladas, indicam excesso de luz; verdes bem escuros, estreitas e longas indicam iluminação deficiente.
A nutrição destas espécies deve ser rica em fósforo, para intensificar a floração. Uma colher de chá de farinha de osso, colocada na beirada do vaso uma vez por mês, acelera inclusive o crescimento das mudas mais novas. Com o sistema radicular já bem desenvolvido pode-se utilizar ainda, alternadamente, a torta de mamona na proporção de uma colher de sobremesa por vaso (uma vez por mês). Como adubação mineral durante a primavera e verão pode-se fazer uso do NPK (Nitrogênio / Fósforo / Potássio) 4-14-8, na dosagem conforme indicação do fabricante.
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