BRUNO CHAGAS
Da redação
Faltam espaços nas áreas centrais para construir. A explosão da construção civil vem encarecendo bastante os poucos terrenos nos bairros centrais. Com a expansão imobiliária e a procura crescente pela casa própria, muitas construtoras investem em bairros mais afastados para lançarem empreendimento para a classe média e baixa. Para compensar a distância da região central, oferecem fartas opções de lazer e segurança para atrair os compradores.
“O zoneamento (sistema legislativo que regulamenta o uso, ocupação e arrendamento da terra urbana) da cidade de São Paulo também diminui o potencial das áreas mais próximas ao centro”, afirma o Engenheiro Sebastião Bittencourt Neto, que faz assessoria para a construtora Lorenzini, explicando que as restrições impostas no município dificultam a viabilidade dos terrenos.
Bittencourt conta que graças às facilidades atuais de crédito para a casa própria, as empresas do setor se voltam para um nicho de mercado cada vez evidente e constroem em bairros mais distantes, empreendimentos econômicos de conceito clube “com extensa área de lazer e segurança completa”.
Ainda segundo o engenheiro, há uma pesquisa por parte da construtora para avaliar as condições do bairro em comportar um grande condomínio residencial. Ele afirma que os investimentos no local costumam ajudar no desenvolvimento e crescimento da região, além da valorização dos empreendimentos em cerca de 30% depois de concluídos.
A tendência econômica no mercado imobiliário indica alta procura para unidades com área útil entre 60 e 140 m². Otimista com a boa fase imobiliária do mercado, Sebastião Bittencourt acredita que “o mercado atualmente está passando por um crescimento fantástico”, e salienta que “esta é a hora de aproveitar as facilidades oferecidas para adquirir a casa própria”.