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Financiamento habitacional: a bola da vez

 
 
O financiamento habitacional tem apresentando crescimento maior do que o saldo de todas as operações de crédito do sistema financeiro. Segundo dados do Banco Central, divulgados no último dia 28, enquanto o estoque de operações de crédito habitacional cresceu 3,5% em junho, em relação a maio, o crescimento do volume dos financiamentos do sistema financeiro foi de 1,3%.

No total, o financiamento habitacional chegou a R$ 74,067 bilhões em junho. No primeiro semestre, o crescimento do crédito habitacional foi de 17,1%. No mesmo período, o saldo total das operações de crédito teve alta de 4,2%.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, o prazo dos financiamentos está aumentando, o que estimula a tomada de recursos para comprar casa. Em junho, o prazo médio do financiamento imobiliário chegou a 2.959 dias corridos. Em relação a maio, houve aumento de 99 dias e, no primeiro semestre, de 247 dias.

Crédito aumenta em junho no país; inadimplência também

As novas concessões de crédito no Brasil subiram 3,6 por cento em junho ante maio, enquanto a inadimplência aumentou 0,2 ponto percentual no mesmo período, para 5,7 por cento, informou o Banco Central nesta terça-feira.

O estoque total das operações de crédito no país cresceu 1,3 por cento em junho, a 1,278 trilhão de reais, o equivalente a 43,7 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). Em maio, essa relação era de 43,2 por cento.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a perspectiva é de estabilização da inadimplência no curto prazo. "Em três meses, o dado já deve mostrar uma tendência de queda."

Ele destacou que a inadimplência no caso das pessoas físicas já está se estabilizando. Para as pessoas jurídicas, a situação ainda reflete a escassez de crédito provocada pela crise global.

"O crédito cessou e as empresas enfrentam dificuldade de rolagem", disse.

A inadimplência das pessoas físicas manteve-se em 8,6 por cento em junho. Já os empréstimos para pessoas jurídicas apresentaram o sétimo aumento mensal seguido, para 3,4 por cento.

Altamir comentou ainda que, com o alívio na inadimplência, abre-se espaço para redução do juro ao tomador final. Segundo ele, o custo de captação dos bancos já caiu muito, mas o spread bancário aumentou justamente por conta da inadimplência.

No mês passado, o spread bancário, que mede a diferença entre o custo de captação dos bancos e a taxa cobrada dos clientes, teve baixa de 0,9 ponto percentual, para 27,2 pontos percentuais.

Fonte: Gazeta do Povo
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